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"Encarada
dum ponto de vista humano, a consecução de um profeta árabe que viveu
no sexto e no sétimo séculos depois de Cristo é assombrosa.
Humanamente, foi dele que fluiu uma nova civilização. Naturalmente, para
os muçulmanos a obra era divina, e a consecução, de Allah”. |
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Mohammad
(S.A.A.S.) fundou a sua nova fé enfrentando grandes dificuldades. O povo
de Meca, até mesmo de sua própria tribo, rejeitou-o. Depois de 13 anos
de perseguição e ódio, ele transferiu seu centro de atividades para o
norte, em Iatrib, que então passou a ser conhecido como al-Madinah
(Medina), a cidade do profeta. Essa emigração, ou hégira, em 622 EC,
foi um marco importante na história islâmica, e essa data foi mais tarde
adotada como ponto de partida do calendário islâmico. Assim, o ano muçulmano
é dado com AH (latim, Anno Hegirae, ano da fuga) em vez de AD (Anno
Domini, ano do Senhor) ou EC (Era Comum).
Por
fim, o profeta obteve o domínio quando Meca capitulou diante dele, em
janeiro de 630 EC (8 AH), e ele passou a governá-la. Com as rédeas do
controle secular e religioso nas mãos, ele conseguiu varrer as imagens idólatras
da Caaba e estabelecê-la como ponto principal de peregrinação a Meca,
que persiste até hoje.
Poucas
décadas depois da morte do Profeta, em 632 EC, o islamismo já se havia
difundido até o Afeganistão, e até mesmo à Tunísia, na África do
Norte. Perto do início do oitavo século, a fé do Alcorão penetrara na
Espanha e chegara à fronteira francesa.
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