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Maior país da África, o Sudão
está em guerra civil há 46 anos. O conflito entre o governo muçulmano
e guerrilheiros cristãos e animistas, baseados no sul do território,
revela as realidades culturais opostas da nação. A guerra e
prolongados períodos de seca já deixaram 1,5 milhão de mortos.
Os desertos da Núbia e da Líbia
e o clima árido predominam no norte, enquanto o sul está coberto
por savanas e florestas tropicais. A bacia do rio Nilo, que
atravessa o território, é fonte de energia elétrica e de irrigação
para as plantações de algodão, principal produto de exportação,
ao lado da goma-arábica. A maioria da população vive da
agricultura de subsistência e da pecuária. A introdução da
Sharia, a lei islâmica, causa a fuga de mais de 350 mil sudaneses
para países vizinhos. Entre outras medidas, a lei determina a
proibição de bebidas alcoólicas e punições por enforcamento ou
mutilação. |
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Conhecido na Antiguidade como
Núbia, o Sudão é incorporado ao mundo árabe na expansão islâmica
do século VII. O sul escapa ao controle muçulmano e sofre incursões
de caçadores de escravos. Entre 1820 e 1822, é conquistado e
unificado pelo Egito e posteriormente entra na esfera de influência
do Reino Unido. Em 1881 eclode uma revolta nacionalista chefiada por
Muhammad Ahmed bin' Abd Allah, líder religioso conhecido como
Mahdi, que expulsa os ingleses em 1885. Ele morre logo depois e os
britânicos retomam o Sudão em 1898. No ano seguinte, a nação é
submetida o domínio egípcio-britânico. Obtém autonomia limitada
em 1953 e independência em 1956. |