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Localizado
no extremo leste da península Arábica, Omã tem um relevo variado.
Há montanhas, planícies salinas, desertos, oásis e praias
inexploradas. A península de Musadem, separada do resto do país
pelos Emirados Árabes Unidos, domina a entrada do estreito de
Ormuz, por onde passam dois terços do tráfego mundial de petróleo.
Majoritariamente muçulmana, a população é formada por omanis
(73,5%), de origem árabe. Apesar de as reservas de petróleo não
estarem entre as maiores do Oriente Médio, cerca de 90% do PIB é
resultado da exportação do produto. O governo tem investido parte
dessa riqueza na melhoria das condições de vida da população. Um
grande número de omanis vive até hoje da agricultura - a produção
de tâmaras é significativa - e da pesca.
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HISTÓRIA
- Em 536 a.C., o Sultanato de Omã instala-se em território ocupado
pelos persas. Importante centro comercial, a região é islamizada
em meados do século VII. No início do século seguinte é
submetida ao Califado de Bagdá. Em 751, o país adota o caridjismo,
seita derivada do xiismo, de caráter puritano. No começo do século
XVI, os portugueses tomam posse da região. Em 1659, são expulsos
pelos turcos-otomanos. A partir de 1737, a área volta ao domínio
persa e, em 1741, recobra a independência, num movimento liderado
por Ahmed bin Said, cameleiro que se faz imã e funda a dinastia que
ainda hoje está no poder. Seu sobrinho, Said bin Sultan, conquista
grande parte da costa africana, a costa sul do Irã e parte do
Paquistão. Porém, a partir da primeira geração de seus
sucessores, a região torna-se protetorado do Reino Unido. Adquire
independência formal em 1951, mas as Forças Armadas continuam
comandadas pelos ingleses. |