|
| |
|
|
 |
O atual Iêmen é resultado da
fusão, em 1990, do Iêmen do Norte - nação de forte tradição
islâmica - com o Iêmen do Sul, mais ocidentalizado e pró-socialista.
À
esquerda: Sanaa capital do Iemem
|
|
|
Localizado na entrada do mar
Vermelho e bastante montanhoso, o país tem as terras mais férteis
da península Arábica e numerosas fontes de água, que favorecem as
culturas de cereais, algodão, frutas, vegetais e café. Segundo a
tradição, o cafezinho teria sido inventado ali no século XI. O
qat, planta de ação estimulante mascada pelos habitantes - e que dá
origem a uma droga poderosa - também ocupa parte da área
cultivada. |
|
|
Descoberto em 1984, o petróleo
responde por 90% das exportações iemenitas. As reservas, porém, são
modestas se comparadas às de outros Estados da região. O governo
espera iniciar a exploração de gás nos primeiros anos do século
XXI. A taxa de desemprego é alta, problema agravado a partir de
1990, quando cerca de 850 mil iemenitas que trabalhavam na Arábia
Saudita são expulsos e retornam ao país. A decisão saudita foi
considerada uma represália ao governo do Iêmen por este não haver
condenado com veemência a invasão do Kuweit pelo Iraque. Os
indicadores sociais da nação são baixos: a expectativa de vida
gira em torno de 54 anos e mais de 60% dos habitantes são
analfabetos. Há diversas comunidades tribais no país e as federações
de tribos do norte têm grande influência na política. A fusão
entre um regime islâmico e outro socialista gerou características
peculiares. As mulheres iemenitas têm direito a voto - coisa rara
nos países que vivem sob a lei islâmica - mas a poligamia é
admitida para os homens. |
|
A região é chamada pelos
romanos de Arábia Feliz por causa de suas terras férteis, em
contraste com o deserto que domina o restante da península Arábica.
Abrigou na Antiguidade vários Estados. O mais famoso, o Reino de
Sabá, é mencionado no Velho Testamento. No século VII converte-se
ao islamismo. |
|
|
|