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Banhado pelo mar Mediterrâneo
e pelo oceano Atlântico, o Marrocos tem localização geográfica
privilegiada, no noroeste da África. Separa-se da Europa pelo
estreito de Gibraltar, onde os dois continentes quase se tocam. Os
montes Atlas, com picos que superam 4 mil m, servem de barreira
natural para as chuvas e mantêm a costa norte fresca e úmida.
Nessa região se concentram a maior parte da população e a
atividade agrícola, que emprega 40% da mão-de-obra. A porção sul
é ocupada pelo deserto do Saara e compreende o Saara Ocidental,
ex-colônia espanhola rica em jazidas de fosfato, anexada pelo
governo marroquino em 1975 sem o reconhecimento da ONU. As cidades
imperiais de Fès, Marrakech e Meknès, com seus antigos mercados e
monumentos árabes, atraem cerca de 3 milhões de visitantes por
ano, o que faz do Marrocos o país mais visitado do Magreb - região
do extremo oeste do mundo árabe. A população é cerca de dois terços
árabe e um terço berbere, com minorias compostas de franceses e
espanhóis. A religião oficial é o islamismo, adotado por quase
99% dos habitantes, a maioria da seita sunita. O idioma principal é
o árabe, com a presença de dialetos berberes, mas o espanhol é
usual na Região Norte e o francês é falado pela elite. Após
governar o Marrocos com mão de ferro por 38 anos, o rei Hassan II
morre em julho de 1999. Seu filho, Muhammad VI, assume o trono em
meio a uma grave crise social - com altos níveis de pobreza e de
desemprego - e faz modificações profundas na estrutura de
poder.
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