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Encravado
em uma península no golfo Pérsico, no Oriente Médio, Catar tem um
território extremamente árido. Quase não há vegetação natural
e as regiões mais elevadas ficam a apenas 40 m de altitude. Parte
da água consumida é obtida por meio de dessalinização da água
do mar. Como a terra é pouco fértil, praticamente todos os
alimentos consumidos são importados. A população é formada por
63% de imigrantes, uma das taxas mais altas do mundo. Além do árabe,
falam-se no país os idiomas inglês e urdu - este último usado
pelos paquistaneses, um dos maiores grupos estrangeiros. Mais da
metade dos habitantes moram na capital, Doha, e nos arredores. |
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Até
o final dos anos 40, Catar era muito pobre e suas atividades econômicas
se limitavam à criação de camelos e à pesca de peixes e pérolas.
Com a exploração de seus extensos campos petrolíferos, a renda
per capita atinge 26 mil dólares nos anos 70, mas cai nas décadas
seguintes, junto com os preços do petróleo. Atualmente há
investimentos na indústria pesada e na extração de gás natural.
A intenção é transformar essas atividades em alternativas à
produção de petróleo, cujas jazidas devem esgotar-se até a
metade do século XXI. |
| História |
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Catar
vive sob regime autônomo, liderado por xeques, desde o fim do século
XVIII. Em 1872 é incorporado ao Império Turco-Otomano. Ao final da
II Guerra Mundial, fica sob a tutela do Reino Unido. Os ingleses
instalam a família al-Thani no poder, mantendo controle sobre a
defesa e a política externa. No final dos anos 60, o governo britânico
retira suas tropas do golfo Pérsico. A independência de Catar é
proclamada em 1971. |
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