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A ação militar que ficou conhecida como Operação Raposa do Deserto, começou no dia 17 de dezembro de 1998. Foram quatro dias de bombardeios aéreos dos EUA e do Reino Unido contra o Iraque, com o objetivo de debilitar a capacidade iraquiana de fazer e usar armas de destruição em massa após Bagdá ter sido acusada de interromper a cooperação com os inspetores de armas da ONU.

 

Em reação, os EUA e o Reino Unido lançam a maior ofensiva militar contra o Iraque desde a Guerra do Golfo, em dezembro de 1998, com o objetivo de "debilitar a capacidade iraquiana de produzir e usar armas de destruição em massa". Durante 70 horas, o país é alvo de bombardeios e mísseis que destroem instalações militares e civis. Setenta pessoas morrem, de acordo com o governo iraquiano

A ofensiva é seguida de embates no decorrer de 1999, nas zonas de exclusão aérea criadas após a Guerra do Golfo. O Iraque declara essas zonas ilegais e passa a atacar aviões ocidentais que patrulham a região. A Força Aérea norte-americana e a britânica respondem com bombardeios contra alvos estratégicos. Em janeiro, uma ofensiva contra a cidade de Basra mata 11 civis, de acordo com o Iraque.

Em outubro de 1999, a ONU autoriza o Iraque a aumentar suas exportações de petróleo, de 5,3 para 8,3 bilhões de dólares ao ano, em troca de alimentos e medicamentos. Um terço da receita obtida fica com a ONU, para o pagamento de reparações referentes à Guerra do Golfo. Dois meses depois, a ONU cria um novo corpo de inspeção dos armamentos iraquianos, a Unmovic, e dá a Saddam Hussein prazo de 120 dias para autorizar o reinício das vistorias. O governante não aceita. Em junho de 2000, a ONU prolonga o programa "petróleo por comida" por mais seis meses. De acordo com o jornal científico britânico The Lancet, a mortalidade infantil no país mais do que dobrou desde o início do embargo.

Crescem os problemas internos de Saddam Hussein. O brigadeiro-general-do-ar Sami Ahmad al-Samarri'I e vários outros oficiais da Força Aérea são executados em outubro de 1999, sob acusação de planejar um golpe de Estado. Eleições parciais realizadas em março de 2000 - sem oposição - dão ao Baath 165 das 220 cadeiras em disputa no Legislativo. O filho de Saddam, Uday Hussein, é o candidato mais votado. Aumentam também as tensões com o vizinho Irã. Várias pessoas ficam feridas, em maio, em um ataque com foguetes contra o palácio presidencial, em Bagdá, aparentemente realizado por grupos guerrilheiros pró-Irã.