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Em reação, os EUA e o Reino Unido lançam a maior
ofensiva militar contra o Iraque desde a Guerra do Golfo, em
dezembro de 1998, com o objetivo de "debilitar a
capacidade iraquiana de produzir e usar armas de destruição
em massa". Durante 70 horas, o país é alvo de
bombardeios e mísseis que destroem instalações militares e
civis. Setenta pessoas morrem, de acordo com o governo
iraquiano
A ofensiva é seguida de embates no decorrer de 1999, nas
zonas de exclusão aérea criadas após a Guerra do Golfo. O
Iraque declara essas zonas ilegais e passa a atacar aviões
ocidentais que patrulham a região. A Força Aérea
norte-americana e a britânica respondem com bombardeios
contra alvos estratégicos. Em janeiro, uma ofensiva contra a
cidade de Basra mata 11 civis, de acordo com o Iraque.
Em outubro de 1999, a ONU autoriza o Iraque a aumentar
suas exportações de petróleo, de 5,3 para 8,3 bilhões de dólares
ao ano, em troca de alimentos e medicamentos. Um terço da
receita obtida fica com a ONU, para o pagamento de reparações
referentes à Guerra do Golfo. Dois meses depois, a ONU cria
um novo corpo de inspeção dos armamentos iraquianos, a
Unmovic, e dá a Saddam Hussein prazo de 120 dias para
autorizar o reinício das vistorias. O governante não aceita.
Em junho de 2000, a ONU prolonga o programa "petróleo
por comida" por mais seis meses. De acordo com o jornal
científico britânico The Lancet, a mortalidade infantil no
país mais do que dobrou desde o início do embargo.
Crescem os problemas internos de Saddam Hussein. O
brigadeiro-general-do-ar Sami Ahmad al-Samarri'I e vários
outros oficiais da Força Aérea são executados em outubro de
1999, sob acusação de planejar um golpe de Estado. Eleições
parciais realizadas em março de 2000 - sem oposição - dão
ao Baath 165 das 220 cadeiras em disputa no Legislativo. O
filho de Saddam, Uday Hussein, é o candidato mais votado.
Aumentam também as tensões com o vizinho Irã. Várias
pessoas ficam feridas, em maio, em um ataque com foguetes
contra o palácio presidencial, em Bagdá, aparentemente
realizado por grupos guerrilheiros pró-Irã.
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