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Os
22 mitos da pré-guerra EUA-Iraque
O
americano Andrew
Hagen, do site nfpusa.org,
apontou 22 mitos envolvendo a crescente onda de propaganda visando a
convencer o povo dos Estados Unidos de que é oportuno um ataque ao
Iraque. Muitos dos comentários que se seguem são dele e merecem
reflexão. O texto original está no site Kuro5hin.
1.
Bush está blefando
Não,
ele não está blefando. Pretende mesmo invadir o Iraque.
2.
O Iraque está associado a Osama bin Laden
Nem
o Iraque nem Saddam
Hussein têm nada a ver com o grupo terrorista Al-Qaida,
nem com Osama
bin Laden. Não há qualquer associação entre eles. Saddam
tomou o poder através do partido iraquiano Ba'ath,
o partido socialista/nacionalista árabe. Bin Laden lutou contra o
socialismo no Afeganistão por mais de uma década e nunca agiu nem
pensou como um nacionalista árabe. Saddam, por seu turno, há 30
anos vem agindo como tal. Osama declarou abertamente seu apoio à
unidade pan-islâmica, em que muitos grupos não-árabes são também
muçulmanos. Foi influenciado pelo movimento Wahhabi
Islam, ao contrário de Saddam. Uma das metas de Osama é
tomar a Arábia Saudita. Se tiver sucesso nessa empreitada,
certamente não se tornará um aliado do Iraque de Saddam. Osama
pretende congregar todos os muçulmanos, incluindo alguns segmentos
árabes e muitos outros sob sua liderança. A briga entre os dois é
mais ou menos como a que tiveram Hitler e Stalin. O Oriente Médio não
é grande o suficiente para ambos.
3.
O Iraque estava ligado a Mohammed Atta e aos ataques de antraz
Há
alguns meses havia um artigo amplamente divulgado citando uma fonte
da inteligência tcheca, segundo a qual, logo antes de 11 de
setembro de 2001, o serviço de inteligência desta república teria
observado um agente iraquiano se encontrando com Mohammed Atta na
cidade de Praga. A partir desta notícia, alguns especularam que
Atta teria recebido grana do Iraque, além de um estoque de antraz e
instruções para atacar. No entanto, a própria inteligência
tcheca negou
ter observado tal encontro. Se pensarmos bem, esta agência não
ganharia nada simplesmente inventando tal negação. Portanto, não
há provas que nos levem a crer que este terceiro item não é um
mito.
Aliás,
já estão todos carecas de saber que os ataques de antraz em território
americano foram feitos por americanos mesmo.
4.
O Iraque é responsável por terrorismo, tanto quando a Al-Qaida
De
fato, Saddam apoia o terrorismo, da mesma forma que suas
contrapartes no Irã e na Síria. Mesmo assim, Saddam não é
responsável pelos ataques de 11 de setembro. Se o seu envolvimento
com terrorismo regional justifica a invasão e a conquista do
Iraque, então os americanos já deveriam ter feito o mesmo com o Irã
e a Síria, sem esquecer a Arábia Saudita nem o Paquistão.
5.
Conquistar o Iraque é parte da Guerra ao Terror
O
Iraque não tem ligações com terroristas de alcance global como o
grupo Al-Qaida, estando envolvido apenas com operações fajutas de
terrorismo regional. É um camarada malvado, sem dúvida, mas o
Iraque não é tão ameaçador aos Estados Unidos quanto os malignos
bin Laden e sua Al-Qaida. Nunca houve campos de treinamento da
Al-Qaida no Iraque. Além disso, a administração de Baby Bush
tinha como objetivo desde as primeiras horas a conquista do Iraque,
resíduo teimoso de uma pinimba de seu velho pai. (Pausa para
leitura de um artigo
datado de 27 de abril de 2001 sobre o tema.) A conquista do Iraque
nada tem a ver com a guerra contra o terrorismo. Esta guerra de
George W. Bush, tal como a anterior,
pode muito provavelmente ter outras motivações.
6.
Os árabes têm culpa coletiva pelos atentados de 11 de setembro
Isto
é obviamente falso. Os americanos não têm o direito de bombardear
todos os árabes, mas (na cabeça deles) apenas os responsáveis
pelos atentados nos EUA. Acontece que estas pessoas são da Al-Qaida,
que é composta por muitos integrantes árabes.
7.
Os muçulmanos têm culpa coletiva pelos atentados de 11 de setembro
Isto
também é falso. Apenas os muçulmanos que faziam parte da conspiração
que culminou nos atentados é que são culpados por ele. Os
americanos não têm o direito de declarar guerra contra todos os
seguidores de Maomé só porque alguns deles incomodaram cidadãos
dos EUA. Da mesma forma como não poderiam também guerrear contra
budistas ou zoroastrianos que incomodassem os americanos. Incômodo
não justica uma guerra.
8.
É garantido que os EUA vão ganhar mole uma guerra contra o Iraque
Uma
guerra é quase sempre imprevisível. É pouco provável que as
tropas americanos venham a estar altamente motivadas numa missão de
invadir e conquistar o Iraque. Não estarão tão entusiasmadas
quanto estavam contra o Afeganistão, pois sabem que contra o Iraque
a batalha não é contra o terrorismo. Em segundo lugar, Saddam teve
11 anos para se preparar para este ataque que ora se delineia. Em
terceiro lugar, Saddam provavelmente irá preferir lutar esta guerra
em áreas urbanas do Iraque, pois as táticas americanas de guerra não
estão tão bem equipadas para combates urbanos quanto estão para
combates no deserto. Isto é lamentável, sob ponto de vista dos
EUA, porém é também inegável. Na guerra urbana, o poderio aéreo
não é necessariamente determinante, pois a luta se dá em áreas
menores. A princípio, não se pode disparar um míssil contra o
cabra malvado se o sujeito bonzinho está na mesma casa. (Ok, Israel
não leva isso em conta, mas vamos adiante.) Luta urbana dá
vantagem ao que se defende. Bastaria perguntar ao 6º Exército Alemão,
caso ele não tivesse sido totalmente dizimado pelo Exército
Vermelho após seu ataque
fracassado à cidade soviética de Stalingrado. Guerra em
ambiente urbano coloca civis em risco, conseqüência lastimável
mas inevitável num conflito. Ao contrário das tropas de Saddam, as
forças americanas (dizem que) são treinadas para minimizar o número
de vítimas inocentes, o que fará com que gastem tempo e preciosos
recursos para se certificar que civis não serão atingidos, mesmo
estando suas tropas sob pesado ataque. (Vide filme Black
Hawk Down, sobre a derrota americana urbana na Somália.) Os
americanos (aparentemente) acreditam que seu exército pode vencer
qualquer guerra que se meta a lutar, mas como qualquer exército, não
é imbatível.
9.
Esta será apenas mais uma guerra, como a Guerra do Golfo
Não
é bem assim não. A tática padrão americana é fazer
impressionantes deslocamentos de forças, abordagem com que venceu a
Segunda Guerra e a Guerra do Golfo. Quando não realizou
deslocamentos assim, acabou perdendo, como no Vietnam, na Coréia e
na Somália. Nesta futura guerra, o Iraque terá 100.000 tropas em
sua unidade de elite, somadas às unidades regulares. Os EUA poderão
enviar no máximo 200.000 tropas. É uma força superior, mas é
longe de ser uma vantagem impressionante. Na Guerra do Golfo, Japão
e outros países entraram firme com ajuda financeira aos EUA. Agora,
porém, a economia americana está uma meleca e os americanos terão
que pagar tudo sozinhos. Podem até vencer a guerra, mas certamente
não será aquela sopa no mel que foi a Guerra do Golfo.
10.
A conquista do Irque não causará novos problemas no Oriente Médio
Muito
pelo contrário. Para início de conversa, os curdos poderão se
emancipar e declarar seu próprio estado. Faz parte da política
externa americana, conforme declarado pelo oficial sênior do Pentágono
Paul Wolfowitz em Istambul, Turquia, evitar a criação de um estado
curdo. Segundo ele, "Um estado curdo autônomo no norte do
Iraque desestabilizaria a Turquia e seria inaceitável para os
Estados Unidos." (vide o Daily
Star libanês) Ao que parece, Wolfowitz acredita que os
curdos adoram ser cidadãos iraquianos. Mas não é nada disso --
eles estão insistentemente e aos poucos formando
as instituições políticas necessárias à formação de um estado
independente. Estão nesse trabalho há centenas de anos. Um Saddam
derrotado seria sua melhor oportunidade em muito, muito tempo. Mas,
caso assim aconteça, será que Bush ousará empregar depois seu exército
para destruir os combatentes curdos pró-independência? Vale
lembrar que eles já foram aliados dos americanos. Faltar-lhes agora
seria uma traição de proporções épicas e mancharia ainda mais
os nome dos EUA, mundial e indelevelmente. Por outro lado, se os
americanos permitirem a formação de um Curdistão independente,
então a Turquia, importante aliado americano na OTAN, se verá ameaçada
diante da numerosa população curda em território turco, que se
verá tentada a se juntar à nação vizinha recém emancipada. A
Turquia tem mais de 100 grupos étnicos, de modo que permitir que os
curdos se separem poderá significar um perigo mortal para a
Turquia.
Ao
mesmo tempo, a confusão pode aumentar ainda mais. O Irã poderia
temporariamente se aliar ao Iraque, face à nova necessidade geopolítica,
atacando as forças americanas, encurralando o Tio Sam na região.
Se não tomasse esta posição, o Irã se veria forçosamente
cercado por forças americanas na Turquia, Iraque (no caso de vitória
americana), Golfo Pérsico, Golfo de Omã e Afeganistão. Ou seja,
posiçãozinha bem desconfortável para o Irã -- algo teria que ser
feito. Um mapa
da região ajuda a visualizar toda essa encrenca.
Mas
tem mais. Nos últimos meses tem havido intensos protestos na Arábia
Saudita, devidamente abafados, contra o governo, numa ocasião em
que o rei saudita Fahd está meio que para morrer. Um conflito
EUA-Iraque agora inflamaria a situação na Arábia Saudita,
intensificando uma eventual crise sucessória. É neste ponto que a
intenção de atacar o Iraque poderia ter um resultado catastrófico,
pois quem é que se beneficiaria dessa situação na Arába Saudita?
Quem pleitearia o trono saudita? Resposta: Osama bin Laden ou, bem
menos provável, algum outro líder da Al-Qaida.
Em
suma, a invasão do Iraque, seguida de sua "pacificação",
desestabilizaria toda a região, inserindo novas variáveis cujos
desdobramentos facilmente fugiriam ao controle americano e mais,
muito provavelmente iriam contra seus próprios interesses. Melhor
seria para os EUA não invadirem o Iraque, pois estariam se
envolvendo num conflito devastador e despropositado, que poderia
durar muitos anos.
11.
O Iraque representa uma ameaça iminente contra os Estados Unidos
Não
é verdade. Nem mesmo Bush afirma isso, pois não tem provas de
qualquer espécie da veracidade desta assertiva.
12.
Há provas de que o Iraque possui armas de destruição em massa
Não,
não existem tais provas, apenas indícios. Bush já especulou
publicamente, mas nunca declarou que tivesse evidências que pudesse
tornar públicas. A propósito, vide entrevista
na CNN com o ex-inspetor de armas da ONU, Scott Ritter, sobre sua
experiência no Iraque e sobre suas impressões quanto a um novo
ataque americano àquele país. Ritter reitera: não há provas de
que existam armas de destruição em massa no Iraque.
13.
O Iraque não permite o retorno dos inspetores da UNSCOM
(
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Comissão Especial das Nações Unidas), logo deve ter armas de
destruição em massa
Antes
da Operação Raposa do Deserto, os EUA ordenaram à equipe de inspeção
de armas da ONU que abandonasse o Iraque. Desde então, o Iraque não
mais permitiu a volta da UNSCOM, apesar das determinações do
Conselho de Segurança da ONU. É sabido que, apesar de sua única
função ser a inspeção de material bélico, a UNSCOM aproveitava
a oportunidade para coletar informações de inteligência para os
EUA, especialmente um dado chave: a localização de Saddam Hussein
para que a CIA pudesse dar cabo dele. Dois dos membros da própria
UNSCOM, um americano e um australiano, já reconheceram este fato.
Obviamente, Saddam também sabe disso e não quer ver a UNSCOM nem
pintada de ouro.
Ver
o governo americando sair correndo mundo atrás de Osama bin Laden
para matá-lo é algo até justificável, tendo ficado provada sua
autoria dos atentados de 11 de setembro de 2001. Mas, de acordo com
as leis internacionais, é totalmente ilegal assassinar um líder
estrangeiro de uma nação soberana, que é o caso de Saddam e não
de Osama.
Recentemente,
talvez face à ameaça de ser invadido, o Iraque aceitou a volta da
UNSCOM caso os Estados Unidos garantissem que não usariam a comissão
para fins de espionagem. Quando as Nações Unidas espetaram os EUA
para que cedessem a esta condição, a reação de Bush foi
simplesmente gritar ainda mais alto seus brados de guerra. A retórica
de Bush [ou melhor, a dos que realmente governam os EUA e que estão
por trás dele] tem sido acalorada e explícita. Neste ponto, o
Iraque já tem certeza de que a invasão é iminente, e relutaria em
permitir o retorno da UNSCOM, que só teria mesmo o papel de fazer
reconhecimento de território: encontrar alvos importantes para
ataques aéreos, por exemplo. No entanto, ontem mesmo, 1º de
agosto, num lance surpreendente,
o ministro de relações exteiores do Iraque, Naji Sabri, enviou uma
carta ao secretário geral Kofi Annan chamando para conversa o
inspetor-chefe da ONU, Hans Blix, visando a chegar a um acordo que
permita o regresso das equipes ao seu trabalho em território
iraquiano.
Bush
poderia perfeitamente evitar esta guerra, amansando sua retórica de
invasão e garantindo que não assassinaria Saddam. Assim, os
inspetores poderiam retomar seu trabalho. Pouco importa se Saddam
viva ou morra. O que interessa é que não haja a guerra. Mas
infelizmente, não é assim que pensa o governo americano.
Certamente deve haver outros (e grandes) interesses por trás dessa
inquebrantável decisão de invadir o Iraque, considerando que o
silencioso grupo que apoia o governo Bush é formado basicamente
pelas ciclópicas forças da indústria petrolífera americana.
14.
Inspeção de armas é algo que nunca funcionará, pois Saddam é
demasiado esperto
Não
é bem assim. Enquanto a UNSCOM estava em plena operação, quatro
anos atrás, ela pôde identificar claramente todos os truques de
Saddam. Naquele tempo em que as inspeções eram feitas, foi possível
garantir que não havia armas de destruição em massa sendo
produzidas. Desde a saída da UNSCOM do Iraque, este país
aparentemente não construiu nenhuma nova instalação onde pudessem
ser desenvolvidas armas dessa natureza. Todos os armazéns
iraquianos de armas químicas e biológicas encontrados na década
de 80 já teriam expirado há muito. Conclui-se então que as inspeções
de fato funcionam, quando são feitas. Mesmo contra o esperto
Saddam.
15.
O governo Bush realmente se importa com armas de destruição em
massa
Se
realmente se importasse, então faria com que os Estados Unidos
participasse dos tratados internacionais sobre armas químicas e
biológicas, que diminuiriam sua proliferação e evitariam que
material bélico dessa natureza caísse nas mãos de líderes como o
próprio Saddam Hussein. No entanto, Bush se mantém fora de todos
os tratados, como fez com o de 1972, que foi incluído na lista
internacional de protocolos que o governo americano optou por ignorar.
16.
Os Estados Unidos têm justificativa legal para atacar o Iraque
Os
EUA, sob as leis internacionais, só poderiam desfechar um primeiro
ataque ao Iraque caso houvesse informações conclusivas de que este
país estaria planejando ou prestes a atacar os Estados Unidos, ou
caso cidadãos americanos necessitassem ser resgatados. Não é o
caso em nenhuma das duas situações. A outra possibilidade seria
que o Conselho de Segurança da ONU desse sua autorização para um
ataque. Na Guerra do Golfo tal autorização foi dada, mas no caso
ora em andamento não foi. A bem da verdade, Bush não está nem aí
para autorizações, nem da ONU nem do próprio Congresso americano,
apesar de constar na tão exaltada Constituição dos Estados Unidos
que apenas o Congresso pode declarar guerra. Em vez de rezar pela
cartilha, Bush pensa que tem o direito de agir como um ditador.
17.
Bush não desfecharia um ataque sorrateiro contra o Iraque
Diante
dos rumores de guerra, Saddam tem razões para suspeitar que um
ataque assim possa ser feito. Havia também rumores de guerra antes
da ofensiva japonesa a Pearl Harbor, que foi um ataque sorrateiro.
Sem autorização da ONU nem do Congresso, os Estados Unidos
poderiam atacar assim na encolha, contrariando a imagem de
"mocinhos" do planeta.
18.
Bush está introduzindo uma nova e criativa abordagem da guerra
contra o terrorismo
Invadir
e conquistar o Iraque nada tem a ver com a luta contra o terrorismo.
Pode ter a ver, isso sim, com a recentemente famosa série Left
Behind de livros apocalípticos de ficção, uma nova
"versão" do Livro das Revelações do Antigo Testamento.
Conforme foi exposto num recente artigo
do Salon, a série de ficção Left Behind é a história de como o
mundo chegará ao fim numa derradeira batalha. George W. Bush
aparentemente baseia sua presidência nesses livros. O referido
artigo aponta o quanto sua política e seu ímpeto guerreiro contra
o Iraque se parecem com o que é contado nesses livros.
19.
Bush não tem interesse pessoal nessa questão
O
pai de Bush entrou para a História como o homem que fracassou em
derrubar Saddam Hussein. Baby Bush quer redimir o pai. Agravando a
situação, temos a tentativa de assassinar Bush pai em abril de
1993 quando de sua visita ao Kuwait. O senso de vingança pessoal de
Bush parece ser sua justificativa secreta, aliás muto conveniente
para o poderoso grupo que o apóia e, porque não?, o tem como patética
mas musculosa marionete.
20.
O cão abana a cauda
Bush
poderá ordenar a invasão logo antes das eleições, dando uma
forcinha para os Republicanos nas pesquisas no momento mais propício.
Ele não perderia esta oportunidade.
21.
O Iraque não poderá ser contido como o foi nos últimos 11 anos
Não
há razão plausível para se acreditar nisso. O Iraque poderia
continuar sendo contido com as zonas de restrição de tráfego aéreo,
inspetores de armas e métodos diplomáticos. Tem funcionado bem
nesses 11 anos e poderia continuar funcionando sem maiores
problemas.
22.
Bush não precisa obedecer à lei
Os
Estados Unidos se arvoram como a nação das leis. Em não buscar
aprovação do Congresso nem da ONU, Bush está agindo contra as
leis de seu próprio país. Muitos americanos o consideram um
presidente que não foi eleito pelo povo, diante da vívida memória
da lambança ocorrida durante as últimas eleições americanas.
Estes mesmos americanos não o consideram digno de declarar esta
guerra em nome do povo dos Estados Unidos. Ele tem o dever de obter
a autorização do Congresso, muito embora muitos desejem que ele não
a consiga.
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