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Enquanto
o mundo se prepara para a guerra no Iraque, arqueólogos e
estudiosos esforçam-se por descobrir meios de proteger os
preciosos tesouros históricos da região, que já foi
conhecida como Mesopotâmia e considerada o berço da civilização.
Enquanto
os inspetores de armas da Organização das Nações Unidas
(ONU) vasculham o território iraquiano em busca de armas de
destruição em massa, especialistas da Unesco trabalham com o
governo do país árabe para proteger sua herança histórica
e cultural.
O
Iraque, localizado no vale formado pelos rios Tigre e
Eufrates, abriga algumas das cidades mais antigas do mundo,
entre elas a cidade babilônica de Ur, onde nasceu o profeta
Abraão, reverenciado por judeus, cristãos e muçulmanos.
"Há
dezenas de sítios arqueológicos no Iraque, de variada importância.
A maior parte deles foram escavados por equipes de cientistas
e são conhecidos", disse Laurent Lévi-Strauss,
vice-diretor de herança cultural da Unesco (Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
O
órgão, com sede em Paris, insiste que qualquer país
envolvido em uma investida contra o Iraque precisa respeitar a
Convenção sobre a Proteção da Propriedade Cultural no Caso
de um Conflito Armado, de 1954.
A
convenção proíbe o ataque contra locais de importância
cultural caso isso não seja um clara necessidade militar.
Nem
os Estados Unidos nem a Grã-Bretanha, os dois países que
mais pressionam pelo uso da força, assinaram o tratado. Mas a
Unesco, em meio aos preparativos para a guerra, acha que os
dois países o respeitarão.
Mesmo
assim, sempre há o risco em um conflito desse tipo. Se os EUA
lançarem uma nova guerra contra o Iraque, devem jogar mais de
3.000 bombas guiadas e mísseis em alvos militares e
essenciais nas primeiras 48 horas, segundo as autoridades de
defesa. Os danos potenciais nos arredores dos prédios
atingidos é incalculável.
A
civilização surgiu na Mesopotâmia antes das primeiras pirâmides
terem sido construídas no Egito. Entre outras coisas, ali
foram inventadas a irrigação e a escrita cuneiforme, a forma
mais antiga de escrita ocidental.
Fonte:
Yahoo Noticias PARIS
(Reuters) |