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O então vice-presidente, Saddam Hussein, ampliou sua influência
nos anos 70, até assumir a Presidência, em 1979, por meio de um
golpe. Em 1980, o Iraque invadiu o Irã, iniciando uma guerra que
durou até 1988. O país recebeu o apoio de potências ocidentais,
como EUA, de Israel, da União Soviética (URSS) e de regimes árabes
conservadores, entre eles Arábia Saudita e Egito, temerosos de que
a Revolução Islâmica iraniana se expandisse a outras nações do
Oriente Médio e às repúblicas soviéticas da Ásia Central. O
conflito matou 300 mil iraquianos e 400 mil iranianos, devastou os
dois países e terminou sem vencedor.
Em junho de 1981, a aviação israelense destroiu o reator
nuclear de Osirak, alegando que ele seria usado para a fabricação
de armas atômicas. Guerrilheiros separatistas curdos atacam os
militares iraquianos a partir de 1985. Três anos depois, as Forças
Armadas do Iraque usaram armas químicas - proibidas por convenção
internacional - contra a aldeia curda de Halabja, matando 5 mil
civis.
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