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Em
São Paulo e no Rio de Janeiro, o comércio árabe imprimiu um caráter
popular na paisagem de algumas áreas da cidade.
Em
1901, na capital paulista, já eram mais de 500 casas comerciais na
região. Seis anos depois, um levantamento indicou que de 315 firmas
de sírios e libaneses, 80% eram lojas de tecidos a varejo e
armarinhos. A eclosão da I Guerra Mundial aumentou os lucros do comércio
e da indústria com a interrupção da importação dos produtos
europeus.
No
Rio de Janeiro, a abertura da avenida Presidente Vargas na década
de 40, obrigou muitos dos comerciantes a abandonar o quadrilátero
próximo à praça da República, mudando-se para a Tijuca.
Como
na rua 25 de Março, em São Paulo, o comércio da rua da Alfândega
ficou conhecido pelo seu caráter popular. Em 1962 foi fundada a
Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega - SAARA,
cuja sigla serviu como uma luva para o tipo de comerciante ali
estabelecido.
O
sucesso mais ostensivo dos imigrantes árabes foi a sua entrada no
setor industrial, o que ocorreu, principalmente, nas duas primeiras
décadas do século XX, quando deslanchou o processo de substituição
das importações através da industrialização. Um caso
significativo desse sucesso é o da família Jafet. |