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Quando
chegaram os árabes, já existiam mascates portugueses e italianos,
tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. Entretanto, a mascateação
se tornou uma marca registrada da imigração árabe. Nesta
atividade, esses imigrantes introduziram inovações que, hoje, são
vistas como traços marcantes do comércio popular:
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redefiniram
as condições de lucro;
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introduziram
as práticas da alta rotatividade e alta quantidade de mercadorias
vendidas, das promoções e das liquidações.
Estas
inovações revelam o traço definidor da versão árabe da mascateação:
o interesse pelo consumidor.
Nos
primeiros anos de atividade, os mascates, em visita às cidades
interioranas e, principalmente, às fazendas de café, levavam
apenas miudezas e bijuterias. Mas com o tempo e o aumento do
capital, começaram também a oferecer tecidos, lençóis, roupas
prontas dentre outros artigos.
Conforme
acumulavam os ganhos, os mascates contratavam um ajudante ou
compravam uma carroça; o passo seguinte era estabelecer uma casa
comercial, sendo o último passo a indústria. |