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Nas
últimas décadas, a contribuição cultural dos árabes tem sido
mais lembrada pela culinária, embora haja outros campos em que sua
presença é marcante.
O
aumento das cadeias de fast-food nos grandes centros urbanos
aproximou a população do quibe, da esfiha, do tabule e da coalhada
seca, antes circunscritos aos restaurantes típicos. A popularização,
sobretudo do quibe e da esfiha, fez com que fossem incorporados a
outros locais de alimentação, como as tradicionais pastelarias
chinesas, e mesmo bares e padarias de portugueses e brasileiros.
Industria:
Deve-se aos árabes a introdução da bóia no plano das descargas
de água, que propiciou uma condição mais adequada ao
desenvolvimento social. Na metalurgia desenvlveram artefatos de
metais indispensáveis e difíceis de se obter na época em São
Paulo e no Brasil. A família Rizkallah, responsável por esse avanço
fundou em 1898 a tradicional Casa da Bóia, até hoje existente na
Rua Florêncio de Abreu.
Literatura:
fazendo parte do panorama cultural do país, pode-se citar, dentre
outros, Jamil Almansur Haddad (São Paulo, 1914), Mário Chamie (Cajobi,
1933), Raduan Nassar (Pindorama, 1935) e Milton Hatoum (Manaus,
1952).
Cinema: ficou
famosa a filmagem do libanês Abrão Benjamin. Após dificultosas e
delicadas gestões, conseguiu filmar o bando do cangaceiro Virgulino
Ferreira, o Lampião. Encaminhado para censura no Departamento de
Propaganda, no Rio de Janeiro, a iniciativa pioneira foi vista com
desagrado, proibindo-se o filme, cujos fragmentos foram resgatados
somente na década de 60. O fotógrafo Benjamin virou tema central
de uma película recente sobre o cangaço, Baile perfumado. Outros
nomes de destaque nas décadas de 50 e 60 são o de Walter Hugo
Khouri e Arnaldo Jabor.
Universidade:
é o local onde os nomes de origem sírio e libanesa têm se
mostrado mais evidentes em conseqüência do incentivo à educação,
como já foi citado anteriormente. Profissionais nas áreas da
Medicina, como Adib Jatene (Xapuri, Acre); no Direito, Alfredo
Buzaid (Jaboticabal, 1914); na Filosofia, Marilena Chaui (São
Paulo, 1941); na Sociologia, Aziz Simão (São Paulo); na Filologia,
Antonio Houaiss (Rio de Janeiro, 1915-1999), entre tantos outros,
indicam a notável contribuição das gerações crescidas com o país
que os recebeu. |