|
O
termo "arte islâmica",
não significa, uma manifestação artística que tenha por
finalidade render o culto à fé. Mas sim uma unidade criativa de arte e
arquitetura características de uma civilização que dominou grande parte
do mundo durante muito tempo.
O
crescimento da Arte Muçulmana é um dos mais rápidos progressos jamais
registrados pela História. A
base da arquitetura islâmica vem da herança mediterrânea praticada por
gregos e romanos mesclada à influência do Império Sassânida na Pérsia
e, posteriormente da renovação trazida por invasores turcos e mongóis
que trouxeram influências novas.
De
origem nômade, os muçulmanos demoraram certo tempo para estabelecer-se
definitivamente e assentar as bases de uma estética própria com a qual
se identificassem. Ao fazer isso, inevitavelmente devem ter absorvido traços
estilísticos dos povos conquistados, no entanto souberam adaptar muito
bem ao seu modo de pensar e sentir, transformando-os em seus próprios
sinais de identidade surgiu, de
imediato, uma arte rica e variada.
A
fórmula desta nova Arte era com alegria modificada e enriquecida pelos
diversos povos que faziam parte da Comunidade Islâmica de acordo com os
seus gênios nativos e as influências exteriores a que tinham estado
sujeitos.
A
inteligência abstrata dos homens do deserto encontra a sua expressão nas
linhas geométricas do arabesco; os floridos azulejos esmaltados de
Isphahan refletem os sonhos poéticos do Iran.
O
estilo Muçulmano destaca-se de todos os outros ele é resultado da
unidade espiritual da Comunidade Islâmica e da sensibilidade especial
criada pelos ensinamentos do Alcorão.
A
originalidade das estruturas arquitetônicas e os motivos ornamentais
deram, como resultado, uma arte característica, tipicamente muçulmana.
Em todas as criações artísticas islâmicas percebe-se uma indiscutível
unidade e uma expressão comum |